segunda-feira, 22 de abril de 2019

Como medir algo latente? A ciência empírica do Ser

Há muitos anos, li uma estória escrita pelos sábios que, pelo que recordo em minhas palavras, dizia resumidamente: 
"Quando somos concebidos, a lei de Deus está em nosso âmago. Quando começamos a ter consciência, ela nos é retirada, porém, de alguma forma, seus lapsos ficam em nossa essência, e isto fica à espera de ser despertado". 
Observando o mundo que gira em torno de mim, vejo de diversas maneiras ações que poderiam ser chamadas de "boas", "dignas", "humanas", "misericordiosas", "gentis", enfim, ações que se relacionam e formam um constructo, em outras palavras, adjetivam algo ainda sem nome, um amontoado de ações que nos fazem descrever uns aos outros.

Indo um pouco para o campo da Matemática, especificamente Estatística, observo um fenômeno interessante. Quando aplicamos qualquer modelo estatístico, sempre procuramos quais variáveis significam mais para o modelo. Geralmente, uma variável a mais, que se correlacione de forma a contribuir, sempre aumenta o poder de um modelo, tornando-o mais representativo. De outro modo, sempre existirão variáveis que não contribuem, logo podem ser descartadas.

Muito resumidamente, este modelo estatístico gerado, construído por correlações de variáveis, é considerado algo de efeito quando se tem certeza, ou ao menos se considera, que não foi gerado por viés, mas sim construído de forma aleatória.

Voltando ao nosso mundo real, há anos meus pensamentos lutam contra meu viés. Existem duas pessoas dentro de mim se esfaqueando tentando criar uma verdade que me dê paz. Acho que desde que entendo ter consciência, procuro achar Deus em todos os fatos e atos, porém o viés religioso me faz criar padrôes que às vezes escondem as respostas que procuro.

Se pelo advento da nova aliança em Yeshua nos tornamos manuscritos vivos, um reflexo cada vez mais próximo do Deus vivo, por quê continuamos enviesados por doutrinas que tiram a liberdade do Espirito que deseja agir em nós?

Eu posso dizer que escutei muito e estudei muito o que dizem judeus e cristãos, mas a cada dia entendo a frase: "a letra mata". Sei que a letra não mata por ser letra, pois toda hipótese precisa de uma ciência para embasa-la. Contudo, a cada dia usamos a letra para julgar o nosso derredor e tornar mais difícil a vida dos outros e nossa própria vida.

Eu decidi viver no mundo do aleatório, aonde pelas ações dos que interagem em meu mundo, eu possa encontrar fatores que possam ser denominados como Ações Divinas.

Decidi considerar inúteis rituais e scripts doutrinários. Decidi escrever meu pensar e este grita que não aguenta mais ver os shows litúrgicos que estão matando as almas que precisam de vida e não de um clube de amigos.

Tenho consciência que o fim de tudo é Yeshua e que sem Ele as ações não nos levarão ao objetivo maior da alma. Porém, tenho fé que nas boas ações de cada pessoa neste mundo está contido o lapso escondido da Torá de Deus que nasce em cada um de nós.

Em minha concepção de mundo, ainda que utópica, o fator maior do amor de Deus um dia a todos encontrará.

Abraços

Rubens Rodrigues

terça-feira, 11 de outubro de 2016

JUDEU AUTÔNOMO: Afinal de contas, Yeshu'a aboliu ou não a Torah?

Texto original no Blog: JUDEU AUTÔNOMO: Afinal de contas, Yeshu'a aboliu ou não a Torah?: por Mashmid 

Primeiramente, Yeshua diz:
(Mateus 5:17) - Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas: não vim ab-rogar, mas cumprir.
(Mateus 5:18 ) - Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, nem um yud ou um kotz se omitirá da Torah, sem que tudo seja cumprido.
"Até que céu e a terra passem".
O céu está aí e a terra sob nossos pés, até que o céu e a terra passem a Torah está vigente.
Mas, por que então os cristão dizem que a Lei foi Abolida? É simples, por pura má interpretação e falta de utilização de Hermeneutica, usando textos fora do contexto.
Outra coisa que contribui com isso é a falta de conhecimento sobre a cultura judaica. Eles não percebem que mesmo os textos da Brit Chadasha se utilizam de expressões judaicas.
A dificuldade de se fazer distinção por parte dos cristãos
Os cristãos não conseguem dividir as coisas, não entendem que há alianças distintas e o que é prometido a uma pessoa não se interpreta a outra.
A promessa que D-us fez a Avraham não é a mesma promessa que D-us fez a David.
Há diversidades de alianças, a Adâmica, Noética, Abraâmica, Mosaica, Davídica,etc..
Cada promessa é diferente e é específica à pessoa, não podemos utilizar uma promessa feita a outra pessoa para se referir a nós, a não ser que estejamos inclusos na promessa.
Uma promessa específica ao povo judeu é sobre a herança da terra de Kinaan a qual D-us fez a Avraham.
E outra promessa feita a Avraham que inclui aos gentios é aquela que diz : "Em teu nome serão benditas todas as famílias da terra".
Ou seja, a herança da terra de Kenaan é para os gentios também? Claro que não, pois o texto é claro e refere-se à promessa como sendo especificamente aos descendentes de Avraham, não no sentido figurativo mas no literal.
O início da Segunda Aliança
Quanto foi que deu início a segunda aliança?
O Brit Chadasha deu início logo após a morte de Yeshua, pois antes de sua morte estávamos ainda sob a Lei de purificação através de sangue de animais.
Após a morte de Yeshua iniciou-se a purificação através de seu sangue.
Enquanto um testador vive não há valor o testamento, só entra em vigor após a morte do testador.
(Hebreus 9:16) - Porque onde há testamento, é necessário que intervenha a morte do testador. (Hebreus 9:17) - Porque um testamento tem força onde houve morte; ou terá ele algum valor enquanto o testador vive?
Então após a morte de Yeshua, há algum texto que diz que os discípulos dele ainda guardavam a Torah?
Veremos em breve.
Os cristãos acreditam mais nos Fariseus do que nas escrituras
Normalmente encontramos cristãos que dizem que Yeshua não se preocupou com a guarda de Shabat.
Por que isso acontece? Porque os cristãos não percebem que seguem ao fermento dos Fariseus.
Yeshua diversas vezes foi acusado de transgredir ao Sábado, mas quais foram as acusações utilizadas pelos Fariseus?
(Mateus 12:10) - E, estava ali um homem que tinha uma das mãos mirrada; e eles, para o acusarem, o interrogaram, dizendo: É lícito curar nos sábados?
Eles acusavam a Yeshua de curar nos sábados. Mas onde está escrito na Torah alguma proibição de se curar no Sábado?
Por acaso há alguma lei proibindo a cura no Sábado?
Será que os evangélicos não percebem que eles estão apregoando os ensinamentos dos Fariseus dizendo que curar no Sábado é transgressão sendo que não existe Lei para proibir isso?
Mas não foi só a Cura no Sábado a acusação dos Fariseus.
(Mateus 12:1) - NAQUELE tempo passou Yeshua pelas searas, em um sábado; e os seus discípulos, tendo fome, começaram a colher espigas, e a comer.
Outro texto que é utilizado pelos cristãos, novamente eles utilizam as acusações dos Fariseus, sem perceber que estão sendo discípulos dos Fariseus da época.
Por falta de conhecimento da cultura, os cristãos não sabem que Yeshua agiu conforme o que é ensinado nos textos Talmúdicos, de que a vida é mais importante do que o próprio Shabat.
Por isso médicos, enfermeiros, soldados e policiais não são proibidos de trabalhar em Shabat, pois são funções as quais não podem parar nunca, e são liberados por isso.
Uma das proibições de Shabat é de que não se pode fazer jejum em shabat e não pode ficar sem comer algo em shabat.
Os discípulos de Yeshua não fizeram nada além do que é permitido quando a vida está em primeiro lugar.
Yeshua utiliza-se das leis sacerdotais , pois os sacerdotes faziam o serviço do templo mesmo no dia de Shabat e eram livres para o fazer, pois um mandamento maior sobrepõe o menor.
Ele também se utilizou do texto de quando David come os pães da proposição o qual era permitido somente para os sacerdotes comerem, mas como a vida de David dependia disso, então sempre a vida em primeiro lugar.
Só que os cristãos não sabem disso, Yeshua não fez nada diferente do que ensinam os sábios do Talmud, sendo assim ele está enquadrado nos ensinamentos.
Mas como é que um cristão vai saber disso se não conhece nada de judaísmo? Vão continuar acreditando no fermento dos Fariseus.
Bem, mas voltando ao assunto anterior sobre o início da Nova Aliança... após a morte de Yeshua inicia-se a Nova Aliança e se Yeshua tivesse ensinado alguém contra Shabat, então o que dizer do texto a seguir?
(Lucas 23:56) - E, voltando elas, prepararam especiarias e ungüentos; e no sábado repousaram, conforme o mandamento.
Elas eram judias e Yeshua não ensinou a elas a se apartar da guarda de Shabat.
Não estamos dizendo que os gentios tem obrigação disso, estamos dizendo é que o judeu tem essa aliança com D-us, e D-us diz : "uma aliança perpétua entre mim e vós".
E isso aconteceu já na Nova Aliança, ou seja, após a morte do testador.
A dificuldade dos cristão com respeito a Hermenêutica
Assim como acontece com as Alianças, assim também com as epístolas, os cristãos têm dificuldade em perceber quando uma epístola é dirigida a determinada pessoa ou grupo de pessoas.
Da mesma maneira que eles não entendem que nós não apregoamos a obrigação das leis judaicas aos gentios, eles também não entendem que os gentios não devem apregoar a quebra dos mandamentos aos judeus.
Por exemplo, uma epístola que é dirigida aos gentios que eles querem interpretar que é dirigida também aos judeus é a Epístola de "Aos Gálatas".
Como o próprio nome já diz, a epístola era para os "Gálatas" e não para judeus, pois os gálatas não eram judeus.
Vide o link da Wikipedia : [url=http://pt.wikipedia.org/wiki/Galácia]Galácia[/url]
Parece que, por volta de 278-277 a.C., um grande número de celtas da Gália ou gauleses, que os gregos chamavam de Galátai (daí o nome desta região), atravessaram o Estreito do Bósforo e se estabeleceram nesta região.
Segundo o que o próprio Paulo diz, ele foi enviado aos gentios e não aos judeus, portanto as epístolas de Paulo são todas objetivadas aos gentios.
(Gálatas 2:7) - Antes, pelo contrário, quando viram que o evangelho da incircuncisão (gentios) me estava confiado, como a Pedro o da circuncisão (judeus)
(Gálatas 2:8 ) - (Porque aquele que operou eficazmente em Pedro para o apostolado da circuncisão, esse operou também em mim com eficácia para com os gentios),
Nessa epístola Paulo ensina aos gentios a afastarem-se dos Judeus crentes em Yeshua que os obrigavam a circuncisão e a guarda das leis judaicas.
Paulo não diz que os judeus não devem guardar às leis, o que ele diz é para que gentios não guardem as leis que foram obrigadas aos judeus, visto que os gentios não são participantes dessas alianças.
(Gálatas 2:3) - Mas nem ainda Tito, que estava comigo, sendo grego, foi constrangido a circuncidar-se;
Com a pregação dos judeus de Jerusalém que importunavam aos gentios de que deveriam se circuncidar e guardar às leis judaicas, então os gentios ficaram com dúvidas se seriam salvos sem guardar as leis judaicas, sendo assim, estavam fracos na fé, duvidando se apenas crer em Yeshua seria o suficiente.
Porque os esses judeus apregoaram a eles que se eles não se circuncidassem não se agregariam às promessas de Avraham.
Essa foi a preocupação de Paulo, pois havia judeus obrigando aos gentios à conversão total ao judaísmo, para que se tornassem participantes das promessas de Avraham.
Mas Paulo fala que a promessa feita a Avraham foi pela fé. Sendo assim, os gentios são justificados pela mesma fé que teve Avraham.
(Gálatas 3:8 ) - Ora, tendo a Escritura previsto que D-us havia de justificar pela fé os gentios, anunciou primeiro o evangelho a Abraão, dizendo: Todas as nações serão benditas em ti.
Mas preste atenção, o texto diz "havia de justificar pela fé os gentios". O texto não diz "judeus" , diz "gentios".
Pois as alianças feitas com Israel são "perpétuas" e como disse Yeshua "até que o céu e a terra passem".
A Torah foi dada aos judeus e não aos gentios, portanto, o gentio é justificado exclusivamente pela fé, mas isso não exclui os judeus de suas alianças com D-us.
Sabendo também que há leis para os gentios, como proposto no concílio de Jerusalém.
Novamente atente que a epístola de aos gálatas se dirige aos "gentios", dizendo sobre a justificação pela fé "DOS GENTIOS".
Mesmo com as alianças , os judeus crentes em Yeshua não se dizem justos por causa dos mandamentos seguidos, pois como foi dito "não há um justo que faça o bem e não peque".
Somos justificados no Mashiach.
Para que se preocupar com rituais?
Os rituais não foram criados por Moshe (Moisés), mas antes foram dados a Moshe, o qual recebeu de D-us esses rituais.
Portanto, quem despreza a isso despreza a D-us que o deu.
E por falar em ritual, por acaso, o que é o Batismo!?
Não são rituais o Batismo e também a ceia que é chamada pelos cristãos de santa-ceita?

Era Paulo um enganador?
Judeus que são contra Yeshua, geralmente utilizam os textos que dizem que Paulo se fez judeu para judeus.
Eles afirmam que Paulo era um enganador e fingido, e que se disfarçava de judeu, fingindo guardar a Lei.
E o pior de tudo é que são os cristãos os que dão margem a essa interpretação, dizendo também os cristãos que Paulo se fazia de judeu.
É o mesmo que o chamar de fingido e enganador.
Estando eu em um debate, um evangélico utilizou-se do texto a seguir para dizer que Paulo se fazia de judeu.
E o pior é que o texto é tão nítido que não entendo como não conseguem entender.
Só que veja a interpretação real do texto:
(Atos 21:21) - E já acerca de ti foram informados de que ensinas todos os judeus que estão entre os gentios a apartarem-se de Moisés, dizendo que não devem circuncidar seus filhos, nem andar segundo o costume da lei.
(Atos 21:22) - Que faremos pois? em todo o caso é necessário que a multidão se ajunte; porque terão ouvido que já és vindo.
(Atos 21:23) - Faze, pois, isto que te dizemos: Temos quatro homens que fizeram voto.
(Atos 21:24) - Toma estes contigo, e santifica-te com eles, e faze por eles os gastos para que rapem a cabeça, e todos ficarão sabendo que nada há daquilo de que foram informados acerca de ti, mas que também tu mesmo andas guardando a lei.
O texto diz: " E já acerca de ti foram informados de que ensinas todos os judeus que estão entre os gentios a apartarem-se de Moisés".
Novamente estamos no mesmo dilema do fermento dos fariseus, só que agora são os informantes que estão acusando a Paulo de não guardar a Lei.
Esses informantes disseram aos judeus em Jerusalém que Paulo andava ensinando contra a Lei e que ensinava aos judeus a se apartar das Leis judaicas.
O interessante é que os cristão assim como crêem nos Fariseus, também crêem na mentira desses informantes, que acusavam a Paulo ilegitimamente.
O texto diz: "Faze, pois, isto que te dizemos: Temos quatro homens que fizeram voto."
Os chaverim que estavam com Paulo dizem a ele para que tomasse esses quatro homens que estavam de voto.
Esses quatro homens estavam fingindo que estavam de voto ou realmente estavam de voto?
O texto continua : "Toma estes contigo, e santifica-te com eles, e faze por eles os gastos para que rapem a cabeça"
Paulo deveria tomar esses quatro homens com ele, e santificar-se com eles.
Paulo se santificaria verdadeiramente ou fingiu ? Ele pagaria os gastos da tosquia dos homens por fingimento?
Diz o texto : "e todos ficarão sabendo que nada há daquilo de que foram informados acerca de ti, mas que também tu mesmo andas guardando a lei. "
Nada há daquilo que foram informados, ou seja, o que disseram não existe.
Há traduções mais claras do que essa, que dizem : "e todos ficarão sabendo que não é verdade o que informaram".
Os quatro homens e também Paulo, não estavam fingindo a situação, eles realmente estavam de voto e se santificando.
E para mostrar que os informantes estavam realmente mentindo, ele faz segundo o conselho dos chaverim que estavam com ele.
"Mas que também tu andas guardando a lei", para mostrar que ele também guardava a lei.
A Brit Chadasha novamente afirma que Paulo fez voto e que a verdade era que continuava guardando a Lei, mesmo estando na Nova Aliança.
A Brit Chadasha fala também de um voto particular de Paulo e será que ele estava fingindo? Vejamos o texto?
(Atos 18:18 ) - E Paulo, ficando ainda ali muitos dias, despediu-se dos irmãos, e dali navegou para a Síria, e com ele Priscila e Áqüila, tendo rapado a cabeça em Cencréia, porque tinha voto.

Como diz o texto: "tendo rapado a cabeça em Cencréia, porque tinha voto".
Novamente eu faço a pergunta : "Era Paulo um enganador?"
Para que se preocupar com alimentação?
Um rapaz evangélico me disse que Yeshua purificou a todos os alimentos, e que agora todos os alimentos são permitidos de se comer.
O texto utilizado foi este:
(Marcos 7:19) - Porque não entra no seu coração, mas no ventre, e é lançado fora, ficando puras todas as comidas?

Ele se baseou na expressão : "ficando puras todas as coisas".
Eu perguntei a ele se isso era literal e ele disse que sim.
Então perguntei se o debate entre Yeshua e os opositores era concernente à alimentação e ele respondeu que sim.
E perguntei "como foi que se iniciou esse debate?". Mas não obtive respostas.
Mais uma caso de versículo isolado sem contexto.
O debate de Yeshua iniciou-se com a acusação de que os discípulos de Yeshua comiam sem fazer Netilat Yadaim (a lavagem das mãos).
O debate não era a respeito do que comiam, não era a comida em si, mas sim sobre o comer sem lavar as mãos.
Yeshua diz que o alimento sem lavar as mãos não é o que contamina ao homem (no espírito), mas sim o que sai do coração. Ou seja, os maus pensamentos.
Como diz: "do que fala a boca está cheio o coração".
Se a passagem fosse literal, então, o que é que sairia do coração senão sangue?
Até a palavra "coração" nesse texto é figurativa, pois todos sabemos que os pensamentos são desenvolvidos no cérebro e não no coração.
O debate era sobre Netilat Yadaim (lavagem das mãos) e não sobre alimento.
Cheguei a perguntar ao rapaz : "Se o que entra não contamina, então, posso comer sangue?
Novamente ele não respondeu.
Será que não percebem essas coisas?
Outra passagem interessante está em Atos 10, quando Pedro tem a visão de animais da terra, e ouve uma voz dizendo : "Pedro, mata e come".
Pedro responte : "De modo nenhum, senhor, porque nunca comi coisa alguma comum e imunda"
O interessante é que mesmo que D-us dissesse a Pedro para transgredir uma lei, Pedro ainda diria "De modo algum". Rs
Daí dá para ver o quanto ele era zeloso quanto a esse mandamento.
Mesmo sendo visão figurativa, pois figurava a pessoa de Cornélio, no instante em que Pedro tem a visão ele pensa ser literal e que realmente deveria matar e comer.
Só depois entendeu que a visão se tratava de Cornélio, para que ele não chamasse de impuro ao gentio o qual D-us havia santificado.
Então fica claro que Pedro ainda seguia aos mandamentos concernentes aos alimentos, e isso vivendo já na Nova Aliança, ou seja , na famosa "graça" citada pelos cristãos para desmerecer a Lei.
Até a palavra "graça" é incompreendida pelos cristãos e entendem "graça" como sendo algo contrário a Lei.
Não sabendo eles que a Lei foi dada pela graça de D-us.
Utilizam sempre o versículo que diz: "O fim da Lei é Cristo".
Só que não sabem que no texto grego a palavra "télos" pode ser traduzida como "finalidade".
Ou seja, "A finalidade da Lei é o Messias".
Por que a finalidade de Lei é o Messias?
Porque desde Bereshit (Gênesis) até o último profeta, todos apontam para um único caminho que é o Mashiach. A finalidade da Lei é apontar ao Mashiach.
Yeshua disse : "(Mateus 11:13) - Porque todos os profetas e a lei profetizaram até João."
O que profetizaram até João ? Profetizaram sobre o Messias.
Pois a finalidade de toda a lei e dos profetas sempre foi apontar ao Messias.
O último a profetizar sobre o Messias foi João.
E ainda tem gente que interpreta que isso significa o fim dos profetas, ou seja, dizem que após João não haveria mais profetas.
Mas será que não enxergam o que lêem? Veja o que diz o texto:
(Atos 21:10) - E, demorando-nos ali por muitos dias, chegou da Judéia um profeta, por nome Ágabo;
Daí podemos ter uma idéia de como é deturpada a interpretação desses cristãos.
O mal de tudo é que os cristãos já têm suas opiniões cauterizadas por tanto ouvir idéias tendenciosas.
Até as traduções são tendenciosas. As traduções tendem aos ensinamentos cristãos, fazendo de tudo para insuflar suas doutrinas na mente de seus seguidores.
Tornando-os pequenos, ou melhor dizendo, os menores no reino.
Como foi dito : "Qualquer, pois, que violar um destes mandamentos, por menor que seja, e assim ensinar aos homens, será chamado o menor no reino dos céus;"
E assim ensinam contra os mandamentos (Torah).
Espero que abram as vossas mentes e não sejam como uma ostra cuja única defesa é se fechar.
Se é que isso é defesa. Ou não sabeis que a ostra só produz a pérola quando é ferida?
Talvez o que repute por mal é na verdade o teu bem.


Shalom a Todos!!!!

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Korbanot (Sacrifícios)

Considerando korbanot (sacrifícios) como rituais que aproximam o ser-humano de D’us, analogicamente podemos assumir que esta prática é sempre necessária. Vaycrá (Levítico) chama o povo para ser separado, distinto entre povos e santificado para D’us.
Em sua carta aos Hebreus, a Brit Chadashá (Novo Testamento) relata analogamente, através de seu ator, a posição de Yeshua como Kohen Eterno (Hebreus 7:21), ou seja, embora agora exista um Sacerdote proveniente de tribo diferente, ou seja, fora da linha de Aharon (Arão), verificamos que Yeshua passa pelo processo do sacrifício para que o Objetivo da Torá passe a ser eficiente.
Em seu comentário da Brit Chadashá, David Stern escreve sobre a mudança de Torá: “O termo metathesis (do grego nomou metathesis – Mudança de Torá) implica na retenção da estrutura básica da Torá, com alguns de seus elementos sendo recompostos, porém não abolindo a Torá como um todo”. Com isto, podemos entender que o sacrifício de Yeshua foi definitivo, pois seu sangue libertou seu povo para sempre, uma vez que sem sangue, não há remissão de pecados (Hebreus 9:22).
Esta mudança da Torá quanto aos sacrifícios não faz com que os sacrifícios ainda não tenham uma função de entendimento em nossas vidas. Como declara o autor de Hebreus no capítulo 8, [...] se a primeira aliança não tivesse dado espaço para a descoberta de erros, não haveria a necessidade de uma segunda aliança [...]. A Torá tem em si uma sombra das coisas boas que virão (Hebreus 10:1), ou seja, ao navegarmos nas palavras do Eterno conseguimos perceber que o povo foi sendo preparado para que conceitos fossem introduzidos e praticados, a fim de levar o ser-humano a ter um entendimento de um breve porvir.
Partindo do leve para o pesado, se por meio de sangue de animais a pureza exterior do homem era restaurada, quanto mais o sangue do Messias, que tem o poder de purificar a alma (Hebreus 9:14).
Quando D’us nos chama ele estabelece: “Sejam santos, pois eu Adonai, o D’us de vocês, sou santo”. O sacrifício de Yeshua nos aproximou do Pai, porém existem regras, ordenanças e mandamentos para que possamos persistir em Suas Tendas. Quando nascemos de novo, em Espírito, não prepondera mais em nós a natureza do pecado, porém ainda temos uma tendência para o mal, já que vivemos em um corpo predestinado a morte. Sacrifícios são necessários todos os dias para que não percamos aquilo que pela Graça nos foi dado, e esta cerca que nos protege é a Santa Lei de D’us.

Texto baseado em trabalho do próprio autor que aqui escreve.

Rubens Rodrigues
07-04-2014 

sábado, 29 de março de 2014

O Administrador Infiel

No texto de Lucas, capítulo 16:1-15, é apresentada a parábola do Administrador Infiel. Basicamente, trata-se de uma história em que um homem rico empregou uma pessoa como administrador de seus recursos. Todavia, chegam acusações ao empregador de que este administrador estava desperdiçando recursos, então o homem rico decide demiti-lo e impõe que o administrador preste contas a respeito de seus atos desonestos.
Mediante este cenário, o administrador, conhecendo suas limitações, decide fazer algo que possa garantir seu futuro mediante às pessoas após perder seu emprego. Ele vai a cada devedor de seu mestre e reduz a dívida nominal que cada um tinha com o homem rico. Com isto, ele intenta ter feito amigos que o acolherão em quando estiver desempregado.
Por esta atitude, inusitadamente o homem rico aplaude o administrador, então. Yeshua instiga na parábola: “Porque os mundanos possuem mais sekhel que quem recebeu a luz ao lidar com o mesmo tipo de pessoas” (Lucas 16:8). Sekhel, conforme descrito no verso, significa inteligente, esperto (Bíblia Judaica Completa).
De onde Yeshua faz esta analogia, uma vez que parece elogiar um ato desonesto? Bem, conforme Eclesiastes 7, vemos que o autor escreve no verso 15 que “há justo que perece na sua justiça, e há ímpio que prolonga os seus dias na sua maldade”. Estas comparações de justo e ímpio são muito constantes nas Escrituras. Em Provérbios, Salmos e Eclesiastes, podemos notar sempre uma partida para uma atitude ímpia, que resulta em algo ruim, e uma contrapartida de recompensa para a atitude do justo. Todavia, estes questionamentos persistem, conforme podemos ver, por exemplo em Jó capitulo 3 que, mesmo ao falar de uma vida melhor na morte, entendo por olam habá (mundo vindouro), quando diz “Ali está o pequeno e o grande, e o servo livre de seu senhor”, o contexto do capítulo trata de uma lamentação, aonde Jó amaldiçoa seu nascimento, questionando qual o sentido da vida quando se há desprezo, vergonha e injustiça, assim como, da mesma forma lamentou Jeremias.
Vejo que Yeshua paradoxalmente tenta inserir um princípio bom partindo de uma pessoa desonesta para tratar de um assunto também tão complexo que são riquezas em posse de justos. Ele diz: “Use as riquezas do mundo para fazer amigos!!!”. Fomos criados em união com o Messias para uma vida de boas ações e, de acordo com Pirkei Avot (Livro dos Pais), boas ações são amigos. Em diversos textos dos Evangelhos, vemos que investir no próximo é investir no mundo vindouro, pois “aquele que te vê em secreto, em secreto te recompensa”. Como também, “aquilo que fazemos pelo próximo, fazemos pelo Messias (Mateus 25). Com isto, comprovamos a parábola quando diz: “para que possam ser recebidos no lar Eterno”. Claro que esta parábola também tem um sentido humano que remete a “esperteza dos ímpios”, como podemos ver em Eclesiastes 11 quando diz: “Reparte com sete, e ainda até com oito, porque não sabes que mal haverá sobre a terra”.
Do princípio geral para o particular (K’lal Uf’rat): “Nenhum servo pode ser escravo de dois senhores” [...] “Vocês não podem ser escravos de D’us e do dinheiro”. Os fariseus amavam o dinheiro, como muitos de nós também amamos e nos posicionamos diante das pessoas de forma hipócrita, porém o Eterno conhece os corações (1Samuel 16:7, 1Crônicas 28:9).

Em minha opinião, a parábola do Administrador Infiel tem uma alusão terrena e espiritual embutidas. Terrena quando retira um princípio bom de um ato desonesto, e Espiritual quando trata das recompensas da boa aplicação deste princípio, que traz benefícios tanto terrenos quanto no mundo vindouro. Ela também dá uma direção no uso das riquezas humanas, tema este tão complexo na vida das pessoas. Como bem diz o Rabino Joseph Shulam: “O Entendimento é a Sabedoria aplicada”.

Shalom,

Texto baseado em trabalho do próprio autor que aqui escreve.

Rubens Rodrigues
29-03-2014

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Clamei o Teu nome com as Forças que eu tinha

Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo, à sombra do Onipotente descansará. Direi do Senhor: Ele é o meu Deus, o meu refúgio, a minha fortaleza, e nele confiarei.

A estrada longa da religião que nos afasta da força, alma e poder. Os estilos, culturas, egos, visões e todo o amontoado de razões que deixa-nos longe um do outro.
Vivo para provar a falta de experiência da minha verdade, lançando um padrão que tampouco faz parte de um relacionamento com o Eterno.
Buscamos razões, explicações, conhecimento, segmentos e tudo aquilo que se encaixa no que queremos acreditar.
Então volto no tempo e me lembro que diante do Monte meu único desejo era te conhecer!

Ele me invocará, e eu lhe responderei; estarei com ele na angústia; dela o retirarei, e o glorificarei. Fartá-lo-ei com longura de dias, e lhe mostrarei a minha salvação.



Rubens Rodrigues
21-10-2013

domingo, 9 de setembro de 2012

O Dízimo da Mente

Shalom a todos,

Hoje, quando eu estava a caminho do escritório, me peguei pensando em diversos assuntos correlacionados a Justiça. Logo penso que, uma vez que D’us se torna a nós aquilo que necessitamos em algum respectivo momento, haja vista que o Salmista compartilha: “Adonai é meu pastor, tenho tudo que necessito”; creio que Ele supre nossa mente e coração nestes momentos em que uma palavra, uma conversa ou uma relação faz-se necessária para que nossos questionamentos sejam supridos com a Verdade do Altíssimo.

Quando o povo de Israel vagava no deserto, e sabemos que isto foi comum durante centenas ou milhares de anos, havia a necessidade extrema de seguir regras e preceitos para que o povo prevalecesse mediante todas as dificuldades encontradas durante o processo de viver. Por obrigação ou necessidade, a unidade era necessária, uma vez que a vida de uma pessoa estava diretamente ligada ao que outra pessoas decidisse fazer para viver. Para que a harmonia e qualidade de vida pudesse existir, ainda que em aspectos mínimos, uma parte da minha vida deveria ser dedicada para que a vida ao lado pudesse existir.

Creio que, a maior prova dessa teoria, foi a aplicabilidade do dízimo na legislação judaica através da Lei de Moisés (repassada por D’us). Para que a sociedade prevalecesse, era de extrema necessidade que os bem sucedidos compartilhassem uma parte do que tinham para que os menos favorecidos pudessem, no mínimo, ter suprimentos e uma dignidade no meio do povo. Tenho uma teoria que diz que o dízimo é bilateral: Ao mesmo tempo que a pessoa que recebe é beneficiada pela benevolência de outrem, sendo então suprida pelo estatuto divino, a pessoa que o dá é beneficiada pelo desapego ao materialismo e a prática do amor que doa. Em minha opinião, isto é tão importante a ponto do Profeta Malaquias declarar que a falta desta prática pode ser considerada roubo a D’us, uma vez que é instituição Divina que uma parte daquilo que é dEle e Ele nos concede, seja utilizada para gerar equilíbrio entre a escassez e a abundância.

Partindo desta tese, Shaul (Paulo) diz aos colossenses na região turca que estas coisas, ou seja, os estatutos, as festas, as ordenanças, dentro tudo o quanto D’us instituiu ao seu povo no passado, são sombras às coisas futuras, cumpridas no corpo do Messias. Portanto, tais coisas dão forma a plenitude do caráter divino e são aprofundadas por Yeshua quando o mesmo aprofunda cada mandamento indagando sua abrangência espiritual.

Vivemos em um mundo injusto, porém temos um trabalho a cumprir. Embora temos objetivos no mundo e isto seja natural, isto não isenta nossa responsabilidade na constituição do Reino de D’us na Terra. Qual é o tempo que temos gasto em trabalho efetivo para que isto aconteça? Em que temos colaborado com a sociedade para impor a Legislação dos Céus? Temos suprido os levitas, viúvas e órfãos com a décima parte do nosso tempo para que alimentemos seus corações? Temos, de fato matado a fome do necessitado e vestindo os que estão com frio?

Enfim, um ser que nasce do Espírito e adquire a mente de D’us, este possui Sua natureza. E, se na metáfora de nossa vida saibamos da verdade de que D’us amou o mundo de tal maneira (o ímpio e o humilde) que entregou seu Único Filho, para que todo aquele que nEle crê, não pereça, mas tenha a vida eterna, logo adquirimos a consciência daquilo que devemos fazer para cumprir nossa missão.

Que o Eterno D’us, e Único D’us, de Abraão, Isaque e Jacó vos abençoe, no nome de seu Filho Yeshua.

Rubens Rodrigues
09-09-2012


domingo, 18 de março de 2012

K’doshim (Povo Santo)



K’doshim tihiu ki kadosh ani Adonai Elocheichem (“Sede santos, porque Eu sou santo, o Eterno vosso D’us) – Lev. 19:1-2)


Ser santo é ser separado, cortado, sem vestígios, da parte a qual fazíamos parte (mundo), para que seja possível, novamente, a comunicação com o ETERNO. Ser santo é MANDAMENTO, é o molde do cidadão dos Céus.


Afinal, MANDAMENTO é algo que torna a liberdade paradoxa na esssência da linguagem. Porém, a alma o define como os limites da vida livre, uma vez que há a necessidade de ordem para que as coisas caminhem nos eixos. No passado Ele disse: "A Terra era informe e vazia", logo a "Luz" existiu e se separou das "Trevas". Em suma, não existe abertura para viver ao lado de D'us e, ao mesmo tempo, andar no obscuro da face do Abismo.

Há alguns que dirão: "Vivo nos costumes de Kena'an (Canaã), afinal para lá fui levado por meu D'us". Logo outros acrescentam: "Estou no Egito, sirvo ao Eterno na terra do Nilo". De fato, a humanidade vive nesse dilema e tenta justificar-se vivendo as próprias regras no cabresto denominado Religião, que é a parte do corpo que cria a Visão, levando a multidão a caminhar aos olhos de um sonhador.

[...]"HAJA LUZ"; e houve Luz, D'us viu que a Luz era boa, e D'us separou a Luz das trevas. D'us chamou à Luz Dia, e às trevas chamou Noite[...]

De fato, a Luz é separada das Trevas, logo quando a Luz caminha na Noite, ela clareia a vergonha da escuridão. Não há mistura entre as duas naturezas, uma vez que são completamente opostas. A riquiza do hebraico escreve a palavra K'doshim do radical KAD, logo ser santo é a radicalização de ser separado, cortado, totalmente para D'us.

Em Vaykrá (Levítico), Adonai prescreve uma série mandamentos focados à santidade, tais como:

  • Honra aos pais;
  • Guarda do Sábado (Vide que Yeshua o guardava e isso é MANDAMENTO de D'us, que poder tem a Igreja sobre isso?);
  • Fazer caridade a viúvas, estrangeiros e pobres;
  • Não furtar, não mentir, não ser falso;
  • Não jurar em falso pelo nome de D'us;
  • Não fazer acepção de pessoas;
  • Não andar com fofoqueiros;
  • Não odiar o irmão, mas repreendê-lo;
  • Ser testado e provado nos frutos;
  • Não fazer lacerações na carne nem marcá-la;
  • Não comer nada com sangue;
  • Não praticar advinhação nem predição do futuro;
  • Não procurar médiuns de espíritos ou feiticeiros, não se maculem com eles;
  • Tratar os estrangeiros chegados ao povo como se fossem da família;
  • Não adulterar, não ser pervertido, não cometer abominações sexuais.
... dentre diversos outros mandamentos implícitos nos mesmos. O fato é que, tais mandamentos interferem em nosso nível de santidade.



Olhamos a nossa volta e vemos diversos lábios proferindo o nome de D'us ou pseudo falando em nome d'Ele. De fato a boca fala do que o coração está cheio, porém as águas que brotam do mesmo, podem ser de Elohim ou Samael. Logo, a falta de santidade é permissiva e divinamente ironizada pelo Autor da Vida, conforme a boca do profeta: "Por isso, estou batendo palmas por causa do seu lucro vil e o derramamento de sangue em você. Pode sua coragem durar muito, e sua força continuar durante dias quando eu lidar com você? (Ezequiel 22:13-14)

A escuridão que vivemos dentro da clareza exposta, um dia será confrontada e, nesse dia, cairemos ou levantaremos. Então, que vivamos as leis e regras de D'us, pois há vida por intermédio delas.

De fato, não há parte no Reino para quem pratica aquilo que vai contra ao caráter do Altíssimo. Não existe separação para os que pecam contra a Lei de D'us. É sabido que a Lei não pode salvar, uma vez que o favor imerecido da Graça é dom de D'us. Ao mesmo tempo, a Graça nos impõe regras, e regras são MANDAMENTOS, quão paradoxo é o mundo na simplicidade da simples obediência ao Eterno!

Enfim, nas trevas apareceu a Luz, Yeshua é a Luz, Ele foi a manifestação da Torah em carne. NEle, não sou mais eu, mas Ele é em mim. Logo, se estou em Yeshua, estou na Torah, se estou na Torah, eu sou SANTO!

Shalom,

Rubens Rodrigues
18-03-2012

sábado, 17 de março de 2012

O som da minha alma


I HEARD MY SOUL SINGING behind a leaf, plucked the leaf, but then I heard it singing behind a veil, I tore the veil, but then I heard it singing behind a wall, I broke the wall, and I heard it singing against me. I built up the wall, mended the curtain, but I could not put back the leaf. I held it in my hand and I heard my soul singing mightily against me [...]
OUVI MINHA ALMA CANTANDO atrás de uma folha, arranquei a folha, logo ouvi ela cantando atrás de um véu, rasguei o véu, então a ouvi cantando atrás de um muro, quebrei o muro, aí ouvi ela cantando contra mim. Reconstruí o muro, remendei a cortina, mas não pude recolocar a folha. A segurei em minhas mãos e ouvi minha alma cantando poderosamente contra mim[...]
Leonard Cohen, Book of Mercy

O som de meu coração viaja pelos ares da vida na frequência dos Céus. Assim como o retorno daquilo que ele emana reflete ao que dele saiu, logo os sons da minha alma estão sempre cantando dentro de mim.

Quantas vezes não quebramos o que se reconstrói atrás dos instintos de um coração que pulsa pelo ser humano que somos?  Então chega o dia em que arrancamos a delicadeza da vida e a matamos dentro da ambição escondida em objetivos desobjetivados do ser que se chama EU.

Nesse dia, nossa emoção falsamente nos dá a sensação de arrependimento, mas, na verdade, estamos apenas com misericórdia de nós!

Ah Eterno, quero ouvir os sons da minha alma, são canções feitas por Ti. Minha natureza é Sua, somos parte do mesmo Ser. Sua Lei é a partidura que dá ritmo as batidas do meu coração. Yeshua, seu filho, nosso grande maestro que faz a harmonia acontecer e logo estamos todos cantando juntos esperando o som da sua voz.

A minha alma canta e destrói as barreiras do mundo. Seu som se espalha pelos Continentes me fazendo acreditar que posso salvar a todos. Não seria assim, se não fosse por Ti. Que alegria há de viver se não for para acreditar que podemos chegar aos confins da Terra em um espaço pequeno reservado para o cultivo de certos amores que nos faz existir?

Logo olho para trás e espero não ter arrancado a pequena folha de sua raíz. Espero não ter tirado seu nutriente que vem do trono do meu D'us. A força que adquiro não pode ter poder de quebrar os caules da verdade.

Adonai, meu D'us, minha alma canta poderosamente contra mim, então me lave, para que eu possa permanecer plantado à Sua raiz Israel.

B'Shem Yeshua háMashiach

Rubens Rodrigues
17-03-2012

domingo, 22 de janeiro de 2012

Minhas Cartas para D'us (1)

Estava pensando nos últimos  3 ou 4 meses sobre o que escrever. Andei lendo sobre muitas coisas, principalmente a Torah e Yeshua. Engraçado que, não importa o que eu leia, a minha forma de interpretar as coisas estão sempre relacionadas à vida que estas coisas transmitem.

Devo ter entrado em paranóia geral, pois a cada dia que passa eu estou tão fora do mundo real que, muita das vezes, me pergunto: Por quê ainda estou aqui? Obviamente que as diversas respostas que respondem a essa pergunta são totalmente conhecidas, porém gostaria de dar um sentido mais vivo a essa jornada que, tenho certeza absoluta, carrega pessoas que em certos momentos não acham sentido na vida, sentidos os quais nenhuma religião pode dar.

O que importa para nós? A vida seria apenas um tempo para buscar realizações? Um tempo para ser gasto, em sua maioria, em atividades que alimentam o ciclo comum de um ser-humano que acorda, trabalha, dorme e, bravamente, caminha apenas para sua morte?

Existe uma linha tênue entre o "conhecereis a verdade" e o "viver a liberdade". Não há sentido em figurar o próprio ser dentro de um modelo de vida tido como divino, encaixar-se dentro de uma sociedade diferente, porém separatista por natureza, aonde falam de princípios vivos, mas montam um mundo igual ao de fora, fantasiado de céu.

Realmente penso que perdi tempo nos últimos meses. Perdi a chance de conhecer mais ao Eterno. Olhei para o lado e vi ódio, tornei minha face para o outro lado e vi o prazer. Quando olhei para trás, vi uma matriz que carregava seguidores do dia-a-dia, seres que davam sua vida em causas que não podem livrá-los da morte. A minha frente, nada pude ver, pois o que me cerca no mundo real são apenas fatores que tiram a esperança de viver. Obviamente que, também nesse ponto, existem muitas respostas elaboradas para dar algum sentido humano para a vida, porém lhe pergunto: Há sentido em viver essa vida mesquinha proposta em nossos dias? A resposta é: NÃO.

Eu sou triste em viver nessa época, nesse tempo, nesse fim. Estou triste em ver o testamento de Adonai aos homens em mãos tão imundas e mentirosas. Estou triste em ver uma sociedade cristã que cresce excluindo uns aos outros. Há quem leia isso e discorde, mas eu duvido que prove o contrário dentro do aspecto geral do dia que aqui escrevo esse texto.

Olhei para dentro do meu eu e minha mente voltou ao Deserto. Ouvi o Eterno falar, vi Adonai escrever. Observei haShem cuidando de nós. Vivi com Ele, andei com Ele, morri com Ele. Lembrei que essa tinha sido minha vida e que era boa. Ao abrir os olhos conclui:

- Que acima de mim, no meu andar, no meu deitar, no meu falar, no meu ensinar, no meu pensar e agir, no meu sorrir e chorar, não importa aonde eu esteja, desejando a morte ou vivendo a certeza, na força ou na fraqueza, confusão ou clareza, mas o que eu realmente vi, foi que o silêncio da minha boca me deram os melhores sorrisos de toda a vida, pois toda a minha ação aqui descrita só se fez verdadeira quando deixei o Eterno, apenas o Eterno, a minha falar.

Ah Eterno... Faça de meus caminhos os Teus caminhos, para que eu queira novamente viver. Me livra desse mundo que vive das aparências e do ter. Livra-me, principalmente, dos que usam Teu nome, mas não Te amam, pois não obedecem Teus mandamentos.

Se possível, Adonai, quando ler o que eu escrevo, esteja comigo!

Adonai ani ohev otcha.


Rubens Rodrigues
22-01-2012

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

JUDEU AUTÔNOMO: Didaquê a Torah dos Gentios dos Primeiros Séculos

JUDEU AUTÔNOMO: Didaquê a Torah dos Gentios dos Primeiros Séculos:


Διδαχή Κυρίου ton Δια Δώδεκα Αποστόλων εθνεσιν
A Instrução do Senhor dada aos Doze Apóstolos para o Gentios



O CAMINHO DA VIDA E O CAMINHO DA MORTE
CAPÍTULO I 1Existem dois caminhos: o caminho da vida e o caminho da morte. Há uma grande diferença entre os dois. 2Este é o caminho da vida: primeiro, ame a D-us que o criou; segundo, ame a seu próximo como a si mesmo. Não faça ao outro aquilo que você não quer que façam a você.
3Este é o ensinamento derivado dessas palavras: bendiga aqueles que o amaldiçoam, reze por seus inimigos e jejue por aqueles que o perseguem. Ora, se você ama aqueles que o amam, que graça você merece? Os pagãos também não fazem o mesmo? Quanto a você, ame aqueles que o odeiam e assim você não terá nenhum inimigo.
4Não se deixe levar pelo instinto. Se alguém lhe bofeteia na face direita, ofereça-lhe também a outra face e assim você será perfeito. Se alguém o obriga a acompanhá-lo por um quilometro, acompanhe-o por dois. Se alguém lhe tira o manto, ofereça-lhe também a túnica. Se alguém toma alguma coisa que lhe pertence, não a peça de volta porque não é direito.
5Dê a quem lhe pede e não peças de volta pois o Pai quer que os seus bens sejam dados a todos. Bem-aventurado aquele que dá conforme o mandamento pois será considerado inocente. Ai daquele que recebe: se pede por estar necessitado, será considerado inocente; mas se recebeu sem necessidade, prestará contas do motivo e da finalidade. Será posto na prisão e será interrogado sobre o que fez... e daí não sairá até que devolva o último centavo.
6Sobre isso também foi dito: que a sua esmola fique suando nas suas mãos até que você saiba para quem a está dando.

CAPÍTULO II 
1O segundo mandamento da instrução é:
2Não mate, não cometa adultério, não corrompa os jovens, não fornique, não roube, não pratique a magia nem a feitiçaria. Não mate a criança no (ventre) de sua mãe e nem depois que ela tenha nascido.
3Não cobice os bens alheios, não cometa falso juramento, nem preste falso testemunho, não seja maldoso, nem vingativo.
4Não tenha duplo pensamento ou linguajar pois o duplo sentido é armadilha fatal.
5A sua palavra não deve ser em vão, mas comprovada na prática.
6Não seja avarento, nem ladrão, nem fingido, nem malicioso, nem soberbo. Não planeje o mal contra o seu próximo.
7Não odeie a ninguém, mas corrija alguns, reze por outros e ame ainda aos outros, mais até do que a si mesmo.

CAPÍTULO III 
1Filho, procure evitar tudo aquilo que é mau e tudo que se parece com o mal.
2Não seja colérico porque a ira conduz à morte. Não seja ciumento também, nem briguento ou violento, pois o homicídio nasce de todas essas coisas.
3Filho, não cobice as mulheres pois a cobiça leva à fornicação. Evite falar palavras obscenas e olhar maliciosamente já que os adultérios surgem dessas coisas.
4Filho, não se aproxime da adivinhação porque ela leva à idolatria. Não pratique encantamentos, astrologia ou purificações, nem queira ver ou ouvir sobre isso, pois disso tudo nasce a idolatria.
5Filho, não seja mentiroso pois a mentira leva ao roubo. Não persiga o dinheiro nem cobice a fama porque os roubos nascem dessas coisas.
6Filho, não fale demais pois falar muito leva à blasfêmia. Não seja insolente, nem tenha mente perversa porque as blasfêmias nascem dessas coisas.
7Seja manso pois os mansos herdarão a terra.
8Seja paciente, misericordioso, sem maldade, tranqüilo e bondoso. Respeite sempre as palavras que você escutou.
9Não louve a si mesmo, nem se entregue à insolência. Não se junte com os poderosos, mas aproxima dos justos e pobres.
10Aceite tudo o que acontece contigo como coisa boa e saiba que nada acontece sem a permissão de Deus.

CAPÍTULO IV 
1Filho, lembre-se dia e noite daquele que prega a Palavra de D-us para você. Honre-o como se fosse o próprio Senhor, pois Ele está presente o­nde a soberania do Senhor é anunciada.
2Procure estar todos os dias na companhia dos fiéis para encontrar forças em suas palavras.
3Não provoque divisão. Ao contrário, reconcilia aqueles que brigam entre si. Julgue de forma justa e corrija as culpas sem distinguir as pessoas.
4Não hesite sobre o que vai acontecer.
5Não te pareças com aqueles que dão a mão quando precisam e a retiram quando devem dar.
6Se o trabalho de suas mãos te rendem algo, as ofereça como reparação pelos seus pecados.
7Não hesite em dar, nem dê reclamando porque, na verdade, você sabe quem realmente pagou sua recompensa. reverência, como à própria imagem de Deus.
12Deteste toda a hipocrisia e tudo aquilo que não agrada o Senhor.
13Não viole os mandamentos dos Senhor. Guarde tudo aquilo que você recebeu: não acrescente ou retire nada.
14Confesse seus pecados na reunião dos fiéis e não comece a orar estando com má consciência. Este é o caminho da vida.

CAPÍTULO V 
1Este é o caminho da morte: primeiro, é mau e cheio de maldições - homicídios, adultérios, paixões, fornicações, roubos, idolatria, magias, feitiçarias, rapinas, falsos testemunhos, hipocrisias, coração com duplo sentido, fraudes, orgulho, maldades, arrogância, avareza, palavras obscenas, ciúmes, insolência, altivez, ostentação e falta de temor de Deus.
2Nesse caminho trilham os perseguidores dos justos, os inimigos da verdade, os amantes da mentira, os ignorantes da justiça, os que não desejam o bem nem o justo julgamento, os que não praticam o bem mas o mal. A calma e a paciência estão longe deles. Estes amam as coisas vãs, são ávidos por recompensas, não se compadecem com os pobres, não se importam com os perseguidos, não reconhecem o Criador. São também assassinos de crianças, corruptores da imagem de Deus, desprezam os necessitados, oprimem os aflitos, defendem os ricos, julgam injustamente os pobres e, finalmente, são pecadores consumados. Filho, afaste-se disso tudo.

CAPÍTULO VI 
1Fique atento para que ninguém o afaste do caminho da instrução, pois quem faz isso ensina coisas que não pertencem a Deus.
2Você será perfeito se conseguir carregar todo o jugo do Senhor. Se isso não for possível, faça o que puder.
3A respeito da comida, observe o que puder. Não coma nada do que é sacrificado aos ídolos pois esse culto é destinado a deuses mortos.

A CELEBRAÇÃO LITÚRGICA
CAPÍTULO VII 

1Quanto ao batismo, faça assim: depois de ditas todas essas coisas, batize em água corrente, em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
2Se você não tiver água corrente, batize em outra água. Se não puder batizar com água fria, faça com água quente.
3Na falta de uma ou outra, derrame água três vezes sobre a cabeça, em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
4Antes de batizar, tanto aquele que batiza como o batizando, bem como aqueles que puderem, devem observar o jejum. Você deve ordenar ao batizando um jejum de um ou dois dias.

CAPÍTULO VIII 
1Os seus jejuns não devem coincidir com os dos hipócritas. Eles jejuam no segundo e no quinto dia da semana. Porém, você deve jejuar no quarto dia e no dia da preparação.
2Não reze como os hipócritas, mas como o Senhor ordenou em seu Evangelho. Reze assim: "Pai nosso que estás no céu, santificado seja o teu nome, venha o teu Reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu; o pão nosso de cada dia nos dai hoje, perdoai nossa dívida, assim como também perdoamos os nossos devedores e não nos deixes cair em tentação, mas livrai-nos do mal porque teu é o poder e a glória para sempre".
3Rezem assim três vezes ao dia.

CAPÍTULO IX 
1Celebre a Eucaristia assim:
2Diga primeiro sobre o cálice: "Nós te agradecemos, Pai nosso, por causa da santa vinha do teu servo Davi, que nos revelaste através do teu servo Jesus. A ti, glória para sempre".
3Depois diga sobre o pão partido: "Nós te agradecemos, Pai nosso, por causa da vida e do conhecimento que nos revelaste através do teu servo Jesus. A ti, glória para sempre.
4Da mesma forma como este pão partido havia sido semeado sobre as colinas e depois foi recolhido para se tornar um, assim também seja reunida a tua Igreja desde os confins da terra no teu Reino, porque teu é o poder e a glória, por Jesus Cristo, para sempre".
5Que ninguém coma nem beba da Eucaristia sem antes ter sido batizado em nome do Senhor pois sobre isso o Senhor disse: "Não dêem as coisas santas aos cães".

CAPÍTULO X 
1Após ser saciado, agradeça assim:
2"Nós te agradecemos, Pai santo, por teu santo nome que fizeste habitar em nossos corações e pelo conhecimento, pela fé e imortalidade que nos revelaste através do teu servo Jesus. A ti, glória para sempre.
3Tu, Senhor o­nipotente, criaste todas as coisas por causa do teu nome e deste aos homens o prazer do alimento e da bebida, para que te agradeçam. A nós, orem, deste uma comida e uma bebida espirituais e uma vida eterna através do teu servo.
4Antes de tudo, te agradecemos porque és poderoso. A ti, glória para sempre.
5Lembra-te, Senhor, da tua Igreja, livrando-a de todo o mal e aperfeiçoando-a no teu amor. Reúne dos quatro ventos esta Igreja santificada para o teu Reino que lhe preparaste, porque teu é o poder e a glória para sempre.
6Que a tua graça venha e este mundo passe. Hosana ao D-us de Davi. Venha quem é fiel, converta-se quem é infiel. Maranatha. Amém."
7Deixe os profetas agradecerem à vontade.
A VIDA EM COMUNIDADE
CAPÍTULO XI 
1Se vier alguém até você e ensinar tudo o que foi dito anteriormente, deve ser acolhido.
2Mas se aquele que ensina é perverso e ensinar outra doutrina para te destruir, não lhe dê atenção. No entanto, se ele ensina para estabelecer a justiça e conhecimento do Senhor, você deve acolhê-lo como se fosse o Senhor.
3Já quanto aos apóstolos e profetas, faça conforme o princípio do Evangelho.
4Todo apóstolo que vem até você deve ser recebido como o próprio Senhor.
5Ele não deve ficar mais que um dia ou, se necessário, mais outro. Se ficar três dias é um falso profeta.
6Ao partir, o apóstolo não deve levar nada a não ser o pão necessário para chegar ao lugar o­nde deve parar. Se pedir dinheiro é um falso profeta.
7Não ponha à prova nem julgue um profeta que fala tudo sob inspiração, pois todo pecado será perdoado, mas esse não será perdoado.
8Nem todo aquele que fala inspirado é profeta, a não ser que viva como o Senhor. É desse modo que você reconhece o falso e o verdadeiro profeta.
9Todo profeta que, sob inspiração, manda preparar a mesa não deve comer dela. Caso contrário, é um falso profeta.
10Todo profeta que ensina a verdade mas não pratica o que ensina é um falso profeta.
11Todo profeta comprovado e verdadeiro, que age pelo mistério terreno da Igreja, mas que não ensina a fazer como ele faz não deverá ser julgado por você; ele será julgado por Deus. Assim fizeram também os antigos profetas.
12Se alguém disser sob inspiração: "Dê-me dinheiro" ou qualquer outra coisa, não o escutem. Porém, se ele pedir para dar a outros necessitados, então ninguém o julgue.

CAPÍTULO XII 
1Acolha toda aquele que vier em nome do Senhor. Depois, examine para conhecê-lo, pois você tem discernimento para distinguir a esquerda da direita.
2Se o hóspede estiver de passagem, dê-lhe ajuda no que puder. Entretanto, ele não deve permanecer com você mais que dois ou três dias, se necessário.
3Se quiser se estabelecer e tiver uma profissão, então que trabalhe para se sustentar.
4Porém, se ele não tiver profissão, proceda de acordo com a prudência, para que um cristão não viva ociosamente em seu meio.
5Se ele não aceitar isso, trata-se de um comerciante de Cristo. Tenha cuidado com essa gente!

CAPÍTULO XIII 
1Todo verdadeiro profeta que queira estabelecer-se em seu meio é digno do alimento.
2Assim também o verdadeiro mestre é digno do seu alimento, como qualquer operário.
3Assim, tome os primeiros frutos de todos os produtos da vinha e da eira, dos bois e das ovelhas, e os dê aos profetas, pois são eles os seus sumos-sacerdotes.
4Porém, se você não tiver profetas, dê aos pobres.
5Se você fizer pão, tome os primeiros e os dê conforme o preceito.
6Da mesma maneira, ao abrir um recipiente de vinho ou óleo, tome a primeira parte e a dê aos profetas.
7Tome uma parte de seu dinheiro, da sua roupa e de todas as suas posses, conforme lhe parecer oportuno, e os dê de acordo com o preceito.

CAPÍTULO XIV
1Reúna-se no dia do SENHOR para partir o pão e agradecer após ter confessado seus pecados, para que o sacrifício seja puro.
2Aquele que está brigado com seu companheiro não pode juntar-se antes de se reconciliar, para que o sacrifício oferecido não seja profanado.
3Esse é o sacrifício do qual o Senhor disse: "Em todo lugar e em todo tempo, seja oferecido um sacrifício puro porque sou um grande rei - diz o Senhor - e o meu nome é admirável entre as nações".

CAPÍTULO XV 
1Escolha bispos e diáconos dignos do Senhor. Eles devem ser homens mansos, desprendidos do dinheiro, verazes e provados pois também exercem para vocês o ministério dos profetas e dos mestres.
2Não os despreze porque eles têm a mesma dignidade que os profetas e os mestres.
3Corrija uns aos outros, não com ódio, mas com paz, como você tem no
Evangelho. E ninguém fale com uma pessoa que tenha ofendido o próximo; que essa pessoa não escute uma só palavra sua até que tenha se arrependido.
4Faça suas orações, esmolas e ações da forma que você tem no Evangelho de nosso Senhor.

O FIM DOS TEMPOS 

CAPÍTULO XVI 
1Vigie sobre a vida uns dos outros. Não deixe que sua lâmpada se apague, nem afrouxe o cinto dos rins. Fique preparado porque você não sabe a que horas nosso Senhor chegará.
2Reúna-se com freqüência para que, juntos, procurem o que convém a vocês; porque de nada lhe servirá todo o tempo que viveu a fé se no último instante não estiver perfeito.
3De fato, nos últimos dias se multiplicarão os falsos profetas e os corruptores, as ovelhas se transformarão em lobos e o amor se converterá em ódio.
4Aumentando a injustiça, os homens se odiarão, se perseguirão e se trairão mutuamente. Então o sedutor do mundo aparecerá, como se fosse o Filho de Deus, e fará sinais e prodígios. A terra será entregue em suas mãos e cometerá crimes como jamais foram cometidos desde o começo do mundo.
5Então toda criatura humana passará pela prova de fogo e muitos, escandalizados, perecerão. No entanto, aqueles que permanecerem firmes na fé serão salvos por aquele que os outros amaldiçoam.
6Então aparecerão os sinais da verdade: primeiro, o sinal da abertura no céu; depois, o sinal do toque da trombeta; e, em terceiro, a ressurreição dos mortos. 7Sim, a ressurreição, mas não de todos, conforme foi dito: "O Senhor virá e todos os santos estarão com ele". 8Então o mundo assistirá o Senhor chegando sobre as nuvens do céu.
Didaqué significa «instrução» ou "doutrina». Trata-se de um escrito que data de fins do Séc. I de nossa era e, portanto, bem próximo dos escritos do Novo Testamento. O nome «Instrução dos Doze Apóstolos» lembra At 2,42 ("o ensinamento dos apóstolos"), mas é difícil que a obra tenha sido escrita por algum deles ou seja de um só autor. Os estudiosos hoje estão de acordo em dizer que ela é fruto da reunião de várias fontes escritas ou orais, que retratam a tradição viva das comunidades cristas do Séc. 1. Os lugares mais prováveis de sua origem são a Israel ou Síria.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

A Noiva Autêntica de Yeshua

Por Marcelo Miranda Guimarães (*)

            Jesus, cujo verdadeiro nome em sua língua materna é Yeshua[1] Ben Yosef, ou seja, O Deus-que-salva Filho de José, quando desta terra partiu há quase dois mil anos, deixou aqui sua noiva[2], a Igreja, dizendo que voltaria em breve para arrebatá-la[3] e celebrar com ela a Boda do Cordeiro[4]. Tão logo Yeshua se case, Ele voltará à terra em gloria já desposado com a Sua Esposa, a Igreja, para implantar de vez o Seu Reino milenar[5]. Quando Yeshua partiu após sua primeira vinda, se despediu dela, pedindo crescimento[6] e multiplicação em todas as nações. Para a nação de Israel Ele disse que voltaria quando esses dissessem: “Baruch Habá b´Shem Adonai”[7] (Bendito Aquele que vem em nome de Adonai!). O Espírito Santo tem nos mostrado que este dia se aproxima. Somente o Pai sabe esta data[8] e percebemos que Ele tem certa pressa na preparação e embelezamento dessa noiva para o Seu único Filho. Esta união dará fim a esta era quando a morte será vencida. Glória e galardão para aqueles que forem aprovados[9] neste noivado com Yeshua e juízo e condenação eterna[10] para os que não aceitaram o convite para as Bodas.
Mas será que esta noiva está realmente preparada para esse grande encontro? Como gostaria Yeshua que Sua noiva estivesse? Imaginei Yeshua comentando o seguinte com o Espírito Santo:
  1. Minha noiva precisa me ver como um judeu. Nasci em Belém[11], me criei em Nazaré[12], ensinei nas melhores sinagogas[13] de meu país. Sou um judeu, educado nos princípios da Torá, livro escrito por meu Pai por meio de Moisés. Fui circuncidado no 8º dia[14] e me orgulho do meu povo, pois, vim primeiramente[15] para eles anunciar as Boas Novas. Com este povo meu Pai tem uma aliança celebrada no Sinai[16] e um chamado irrevogável[17]. Eles crerão em mim[18] e farão parte da minha Igreja. Portanto, voltem suas orações para eles e os ajudem para que me dêem as boas-vindas, dizendo o que Eu quero ouvir de todo judeu: Baruch habá b´Shem Adonai[19];
  2.  Minha noiva deve gostar e conhecer as minhas festas[20]. Vejo-a celebrando  muitas festas do mundo, mas eu quero celebrar as festas dadas por meu Pai. Lembre a ela que na véspera de uma dessas festas, a de Tabernáculos, Eu a tomarei para celebrar nossas bodas de casamento. Durante os sete dias dessa festa estaremos em núpcias, expressando mutuamente nosso grande amor, traçando nossos planos para o Reino milenar[21], pois reinarei com ela, agora esposa e rainha;
  3. Minha querida noiva não deve se preocupar muito com o que levar, pois, primeiro, não tenho carro, casa ou tão pouco uma rica conta bancária. Tenho somente um cavalo branco[22] que será usado somente no dia que eu tomar posse do meu reino aqui na terra.   A casa em que vamos morar será a do meu Pai. Ela é muito bonita e até lá, tudo estará arranjado em perfeita ordem.  Na verdade, trata-se do antigo Templo construído por um ancestral de minha tribo, o Rei Salomão. Seus palácios estarão todos reconstruídos e esplendidamente restaurados.  Quanto ao meu salário, diga a ela para não se preocupar também, uma vez que o Sogro é riquíssimo, dono absoluto de todo ouro[23] e de toda a prata do mundo. Portanto, diga a ela que não se preocupe tanto assim com a prosperidade deste mundo, a qual passará. Além do mais, estou grandemente entristecido com o comércio e abuso que tem sido feito em meu nome e com a minha santa palavra;
  4. Minha noiva deve se acostumar com a cidade de Jerusalém. Ela terá que se mudar para lá. Ela é a minha cidade, a qual meu Pai escolheu para eu morar com a minha esposa e de lá reinar sobre as nações. De lá sairá a lei e a Palavra[24] de Jerusalém!
  5. Minha noiva precisa ainda entender as minhas funções ministeriais. Primeiro, sou Rei[25], descendente do rei David[26], da tribo de Judá[27] e preciso de uma rainha. Precisa falar com minha noiva o que é ser e viver como rainha, já que ela desempenhará um importante papel no reino. Segundo, sou sacerdote da suprema ordem de Melquisedeque[28] e ela também terá um sacerdócio santo. Tenho meus ofícios[29] de adoração ao meu Pai seguindo o costume e a tradição judaica. É bom minha noiva ir se acostumando com isto, pois ensinarei a ela adorar ao meu Pai em Espírito[30] e em verdade. Terceiro, sou um profeta[31] do Altíssimo, assim, minha noiva precisará conhecer bem tudo aquilo que se cumprirá no milênio até que haja novos céus e desça a deslumbrante e eterna Jerusalém de ouro[32];
  6. Lembre à minha noiva que falo todas as línguas dos homens, mas se ela estudar minha língua, o hebraico[33], ela entenderá melhor as Sagradas Escrituras no contexto original, conhecendo a filosofia da Torá e dos Profetas. Hoje eu sinto uma dificuldade enorme em me fazer entender, à medida que minha noiva, embora bela, está muito limitada e acostumada aos conceitos gregos, romanos, alemães, americanos e outros que descontextualizaram um tanto a minha Palavra. Além do mais, ela nunca substituiu o meu povo que o Pai nunca rejeitou[34] e com ele tem um chamado irrevogável. Eu nunca revoguei a Lei[35], quando lhe dei a Graça, morrendo naquela cruz. Por que ela não tem estudado a minha Torá[36]? Por que chamam minha Torá de “velho” testamento, quando tudo o que foi escrito por Pai não envelhece, pois Ele é o mesmo ontem, hoje e sempre e não muda[37]?
  7. Recorde também a minha noiva, que não sou político e que meu sistema de governo é bem diferente do adotado na terra, onde há muita corrupção, mentira e injustiça. Peço a ela para não se envolver muito com esse sistema político, pois se contaminará com ele. Afinal, meu reino não é deste mundo[38] atual. Tenho algo muito melhor. Peço a minha noiva para aprender um pouquinho sobre a teocracia. Vamos precisar desse conceito quando ela estiver reinando comigo;
  8. Minha noiva sabe que não sou rico e nem médico, mas adoro viver e cuidar dos pobres e enfermos. Gosto de libertar os cativos e oprimidos. Minha noiva precisa urgentemente aprender a gostar e a cuidar dos pobres[39], eles são muitos e estão necessitados. Também peça a ela para não gastar tanto tempo assim com o reino das trevas e seus anjos caídos, pois há dois terços de anjos celestiais à disposição para servir a minha noiva. Resistam[40] a eles e dê testemunho de mim, isto sempre lhe dará a vitória;
  9. Minha noiva precisa corrigir uma má interpretação que fazem da minha pessoa, pois me elegeram o maior empresário de todos os tempos, o maior psiquiatra, o maior terapeuta, o maior gestor de negócios, o maior show-man, o maior guru, etc. Na verdade, nunca fui nada disso, apenas fui um humilde servo de meu Pai a serviço do povo e de Seu Reino. Apenas ensinei os princípios da Torá, vivendo em total santidade e submissão ao meu Pai, fazendo tudo o que me chegava às mãos com muito amor, força e poder. Por que minha noiva, a Igreja, se divide tanto criando tantas denominações quando Eu não criei nenhuma? Por que competem tanto entre si? Por que são tão intolerantes uns para com os outros? Se todos crêem em Mim e são meus seguidores, por que não aprendem ter unidade nas diversidades de interpretações de minha Palavra? Onde está o Amor? Onde está o fruto[41] do Espírito? Meu reino[42] é justiça, paz e alegria no Espírito Santo. Meu Pai é amor[43] e eu vim Dele, tenho a natureza Dele. Também sou amor e minha noiva precisa ser a personificação deste amor;
  10. Minha noiva deve se lembrar quando lhe ensinei a orar dizendo: “...venha a nós o Reino do meu Pai[44]”. Por que esta ânsia em ir para o Céu, quando o Reino do Céu é que virá à terra? O que for ligado aqui na terra será ligado também lá no Céu[45]. Viva e implante, portanto, o meu Reino na terra. Eu já lhe dei poder e autoridade para isto. Mude o mundo! Sou o mesmo ontem, hoje e o serei sempre[46];
  11. Diga à minha noiva que ela precisa ser santa, pura, nova, sem defeito e sem nenhuma mácula,[47] como Eu sou. Busco uma noiva sem ruga, pois Eu a quero nova, mesmo que ela já tenha alcançado a idade de quase dois mil anos. O Espírito Santo já está realizando uma “cirurgia plástica” e a fará nova e pura como eu a deixei. Portanto, não resista à obra do Espírito de Adonai. Não rejeite Seu tratamento. Alimente-se da dieta que lhe deixei, isto pode ajudá-la. Não posso me colocar em jugo[48] desigual com minha noiva. Eu não me adaptarei a ela, ela é quem deve se adaptar a mim.  Eu sou a videira[49], ela os ramos. Sou judeu e continuo judeu. Lembre a ela que a família de meu Pai é constituída por dois povos, o judeu e o gentio, ambos distintos, porém um só corpo em Mim.  Cada um deve preservar sua identidade. O que é judeu não se torna gentio, e o que é gentio não se torna judeu. Cada um deve viver o seu chamado e cumprir o seu propósito, embora a “Oliveira”[50] seja uma só. Nela está re-enxertado[51] o judeu, ramo natural, e nela também está enxertado[52] o gentio, ambos que são crentes[53] em mim;
  12. Diga à minha noiva que eu e meu Pai ainda trabalhamos[54] muito, sem cessar, e que continuamos a descansar aos sábados, no Shabat[55]. Este dia foi criado para isto e mais do que isto, ele é um sinal da minha aliança com o povo de Israel, que não foi rejeitado e nem substituído por ninguém. Pelo enxerto, a noiva gentia também tem direito a essa grande bênção. Não quero uma religião do sábado, eu quero é que entendam a revelação do sábado. Ambos os crentes, judeu e gentio entrarão no descanso shabático[56] quando chegar o milênio e juntos reinaremos. O Shabat é o meu dia e eu sou Senhor dele[57]. Ele nos lembra disso tudo, a criação, o homem redimido e o reino vindouro, do qual não se pode esquecer; O Shabat conecta o “alef” e o “tav”[58], o início e o fim, o pecado e redenção final, o Tikun Olam;
  13. Diga à minha noiva: - tenha bom ânimo[59], seja forte e corajosa! Eu venci o mundo[60] e ela vencerá também. Meu Pai já declarou e autorizou esta grande vitória. Cumpra tudo o que foi escrito pelos meus santos, meu Pai acaba de autorizar que Seu Espírito Santo faça esta proeza: - restaurar por completo minha noiva, mas nos moldes de como a deixei lá no primeiro século. Que ela aceite com humildade e receba com carinho o tempo da restauração de todas as coisas[61], antes que chegue o nosso grande dia, o Acharit haAmim[62]!
Espero vê-la, então, nova e muito bonita. Até o dia em que irei pessoalmente buscá-la. Diga a ela que fique preparada, depois que eu arrebatá-la[63], nos casaremos[64] em seguida.  Os preparativos para a grande festa[65] já estão quase prontos. Depois do casamento voltaremos em glória[66] e poder, todo olho verá[67], todo joelho[68] se dobrará no grande Dia do Senhor. Diga a ela que se cuide bem e continue fiel e submissa, debaixo das minhas bênçãos e das do meu querido Pai que está no controle[69] de tudo.
“E o Espírito e a Noiva dizem: vem. E quem ouve, diga: vem. E quem tem sede, venha; e quem quiser, receba de graça a água da vida... Aquele que testifica estas coisas diz: certamente venho em breve. Amém; vem, Senhor Yeshua. Que a Graça do Senhor Yeshua seja com todos!”[70]
Lehitraot (até breve)!
(*) Rabino messiânico Marcelo Miranda Guimarães, ordenado pelo Netivyah de Jerusalém-Israel. Fundador do Ministério Ensinando de Sião e da Congregação Judaico-Messiânica Har Tzion em Belo Horizonte. Viste nossos sites: www.ensinandodesiao.org.br- www.cates.com.br – www.anussim.org.br - www.engenhariaespiritual.com – www.tvsiao.com , no ar 24 horas.







[1] Mt1:21
[2] Essa analogia bíblica, comparar a Igreja como a noiva de Cristo é super profunda, pois isto mostra que Yeshua está  incompleto sem a Igreja, segundo o propósito do Pai (Ef 5:22-27;Ap 21:9; 22:17)
[3] I Te 4:17
[4] Ap 19:7
[5] Ap 20:6
[6] Mc 16:15
[7] Mt 23:39
[8] Mt 24:36
[9] Ap2:17;26;3:12
[10] Rm 8:1
[11] Mq 5:2;Mt 2:1
[12] Lc 4:16
[13] Lc 4:16
[14] Lc 2:21
[15] Rm 1:16
[16] Ex 6:7; Ex 19;20
[17] Rm 11:29
[18] Rm 11:26
[19] Mt 23:39
[20] Lv 23
[21] Ap 20:4
[22] Ap 19:11
[23] Ag 2:8
[24] Is 2:3
[25] Mt 27:37
[26] Mt 1:6
[27] Hb 7:14
[28] Hb 7:17
[29] Lc 4:16
[30] Jo 4:23
[31] Mt21:11;Lc 7:16
[32] Ap21:2
[33] Jo20:16
[34] Rm 11:1
[35] Mt 5:17
[36] At 15:21
[37] Ml 3:16
[38] Jo18:36
[39] Mt 11:15;Mc10:21;Lc7:22,etc.
[40] Tg 4:7
[41] Gl 5:22
[42] Rm 14:17
[43] I Jo 4:16
[44] Mt 6:9
[45] Mt 18:18
[46] Hb 13:8
[47] Ef 5:27
[48] IICo 6:14
[49] Jo15:5
[50] Rm 11:17
[51] Rm11:24
[52] Rm 11:17
[53] Ef 2:19
[54] Jo 5:17
[55] Gn2:3
[56] Hb 4:9;Is 56:6-7
[57] Mt 12:8
[58] Primeira e ultima letra do alfabeto hebraico. Em grego, corresponde ao alfa e ao ômega.
[59] Jo16:33
[60] Jo16:33
[61] At 3:21
[62] Acharit HaAmim refere-se ao Grande Dia que o Senhor virá glória, também conhecido como os Dias Temíveis, ou o Dia do Juízo.
[63] ITe 4:17
[64] Ap19:7;Jo14:2;Mt 22:3
[65] Ap19:7
[66] Mt 16:27;I Pe 5:1;Ap20:6;
[67] Mc 13:26;
[68] Rm14:11
[69] I Tm 6:15
[70] Ap 22:17;20-21